terça-feira, 31 de janeiro de 2017

OS MEUS PAIS NÃO ME CONTROLAM! (Mas a minha filha sim)

Acham normal?! Serei a única a ser controlada pela filha de 10 anos?? DEZ. ANOS. HELLOOOOOO???

Passo a explicar: a Nô detesta estar separada de nós nem que seja por 5 minutos, há quem ache excessivo, eu achava querido (até uma certa altura). A partir do momento em que eu saio tão raramente com amigos e de meia em meia hora estou a receber mensagens do tipo "Mãe demoras muito? ", "Mãe 'tás quase a chegar?", "Mãe já sabes a que horas chegas?", "Então Mãe, tás a divertir-te?" (Esta então é de uma chantagem emocional que valha-me a Santa! A sacana a tentar fazer-me sentir culpada). Tudo isto de meia em meia hora, acho até que ela põe o despertador no telemóvel para voltar a tocar dali a meia hora "Olha, tá na hora de fazer a Mãe sentir-se terrivelmente culpada por ter saído com as amigas e ter deixado os filhos aos cuidados do Pai". Eu, que 95% das vezes que saio é em trabalho. Não acho normal. Quer dizer, então livrei-me do controlo parental e agora sofro de controlo "filhal"?? Era o que mais faltava!

Se pensar bem e recuar uns aninhos, ela já era assim em pequenina. Trabalhei durante alguns anos no Hard Rock Cafe Lisboa como DJ residente e todos os fins-de-semana tinha de ir trabalhar. Sexta ou sábado, uma das noites tinha de ser. Ia sempre lá jantar e depois ficava até às 2.30h, às vezes 3h da manhã. Tendo em conta que moro na Margem Sul, só chegava a casa por volta das 4h e não me apetecia nada àquela hora, cansada e farta de aturar estrangeiros bêbedos, ter de ir buscá-la aos meus Pais, o que implicava também acordá-los a meio da madrugada. Por norma deixava-a lá ficar e ia buscá-la no dia seguinte (que na realidade era nesse mesmo dia) só que à hora do almoço ou um bocadinho depois. Se vocês imaginassem as fitas que ela fazia agarrada às minhas pernas a chorar baba e ranho... "Mãããããe!!! Não vás por favooooor!!!! Não me abandones!! Não quero ficar aquiiiii!!!!)... o "aqui" era a casa dos meus Pais, dos Avós dela, a casa onde foi criada até ir para o colégio aos 3 anos. Não 'tava a largá-la numa casa desconhecida com pessoas más nem a enfiá-la num colégio interno! Reparem que nem era por um dia inteiro, era só por umas horas, meio dia talvez. Visto assim, percebo que ela sempre foi uma dramática de primeira, agora tá é mais refinada, já faz a coisa de outra forma, já ataca mais docemente, já sabe fazer a coisa. Continua a ser um descaramento...

"Mãe o que comeste ao jantar? Podes tirar uma foto?" Como se não bastasse controlar-me as horas a que chego, com quem estou e onde estou, ainda quer saber se lhe estou a mentir. A sério?? Mas 'atão pari uma Filha ou pari uma Mãe??
Pari uma Filha da Mãe, é à conclusão que chego (No bom sentido, claro, porque eu sou Mãe dela e ela é minha filha, a sacana, a chantagista).

Beijinhos arrojados*




segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Pérola Mini-Arrojada
(10 anos e 5 meses)

Eu e a Nô andamos a ver uma novela do canal brasileiro SBT e, como cá não temos o canal, assistimos aos episódios online no youtube. Já é a 3ª que assistimos, começámos com as "Chiquititas", depois "Cúmplices de Um Resgate" (granda' Larissa Manoela, yoh!) e agora "Carinha de Anjo". Ora acontece que a história gira em torno de uma menina órfã de Mãe, a Dulce Maria, que vive num Internato, um Colégio Interno de freiras. A Nô nunca viu uma freira ao vivo, só na novela mesmo e elas têm um hábito com o chamado véu na cabeça: só se vê a carinha, as mãos e os pés, tudo o resto está tapado, cabelo e tudo.



Esta é a Irmã Cecília, a grande protectora da Dulce Maria e sua futura madrasta.


Na semana passada fomos a um supermercado e à porta cruzam-se connosco duas senhoras que encaixavam nesta descrição e imagem de freira que a Nô conhece só que todas vestidas de preto.

Pergunta-me ela toda entusiasmada, uma vez que nunca tinha visto uma assim de perto:

- Mãe!! São freiras??

Olho para as senhoras, olho para ela (com uma tremenda vontade de rir) e respondo:

- Não Nô. São ciganas. 


(Ok, 'tá visto que vamos ter de estudar melhor as etnias ou então começar a sair mais.)


domingo, 29 de janeiro de 2017

SESSÃO ARROJADA DO BABY S
By Magali Tarouca

Hello hello Mummys!

Prometi que vos mostrava algumas fotos da sessão do meu Salva quando tinha 15 dias, recém-nascido practicamente.
Tenho imensa pena de não haver este tipo de sessões em Portugal há 10 anos, na altura da Nô, ou se havia eu não conhecia ninguém que as fizesse. 

Acho que todos nós, tendo filhos ou não, deliramos com as fotos da mítica e talentosa fotógrafa australiana Anne Geddes, não há ninguém que não se derreta com aquelas fotos fofas de bebés em cenários maravilhosos e deliciosos, cheios de côr e magia mas, ao mesmo, tão simples, tão ternurentos. Desde sempre que sou fã desta senhora mas confesso que quando a Nô nasceu, em 2006, nem pesquisei para saber se cá em Portugal também se faziam sessões assim, se calhar já se faziam mas é daquelas coisas que passam na altura e depois já não fazem sentido. Agora parece que está na moda e existem centenas de fotógrafos especializados neste tipo de fotos de bebés.

Vou tentar não me alongar muito que tenho a mania de escrever bué, começo a escrever e não páro, não tenho travão. Depois os posts acabam por ficar uns testamentos do camandro e vocês não têm paciência para "me" ler. Avancemos!

Vou contar-vos uma cena sobre mim: sou muito mas muito supersticiosa. Não passo por baixo de escadas, se um gato preto se atravessa à minha frente à noite fico em pânico e acho logo que me vai acontecer alguma cena a mim ou aos meus, entro sempre com o pé direito nos aviões, rezo antes de levantar voo (podem gozar à vontade que quando era pequena também eu gozava com a minha Mãe), detesto o número 13 e o sacana está sempre a aparecer-me (é esse e o 69, vá-se lá perceber!), enfim, acho que já perceberam. Portanto, quando engravidei pensei logo em fazer uma sessão quando o Baby nascesse mas o meu nível de superstição é tão elevado e tão demente que preferi que ele nascesse bem de saúde e perfeitinho, que eu também sobrevivesse ao parto (vejam só o nível de demência) para depois então fazer as fotos. Por esta altura já tinha conhecimento de que uma amiga minha se tinha dedicado a este negócio e sabia que queria fazer com ela.

O Baby S nasce, tivemos ali uns percalços logo nos primeiros dias mas tudo se compôs, e quando saímos da maternidade contactei a Filipa Azevedo Gonçalves (My Fairytale Fotografia e Vídeo), a minha amiga de há muitos anos, para marcar a sessão. Instala-se o pânico! A Filipa (felizmente) estava atolada de trabalho e não conseguia vir a Lisboa (mora no norte do País) e arranjava-me uma vaga lá no meio das marcações mas nós teríamos de ir lá acima, a Viseu. Damn! Desta vez a cesariana custou-me imenso e a recuperação foi lenta e dolorosa e não me sentia em condições de viajar 4 horas de carro com um bebé de 1 ou 2 semanas. Chiça! E agora????? (Pensei eu.) Pedi à Filipa para me recomendar duas ou três outras fotógrafas de confiança para eu contactá-las. Enviei mensagem privada de facebook: duas nem sequer me responderam e a única que respondeu disse logo que não tinha interesse em fazer parcerias. Mas que raio?? Eu não pedi nada. Enerva-me esta atitude de se achar que as pessoas conhecidas (detesto que me digam que sou figura pública, famosa ou VIP, fido doida! Sou um pouco conhecida pelo meu trabalho, isso aceito) só querem borlas. Óbvio que disse que tinha sido a Filipa a recomendar aquela pessoa em particular mas nunca pedi uma borla, tenho muito respeito pelo trabalho de cada um e também não gosto que me peçam borlas a mim, aliás isso deixa-me doida. Não vivemos do ar e todos temos contas para pagar e filhos para criar e mais não sei o quê. 

Ora, caguei de alto para as ditas senhoras fotógrafas e pedi ajuda aos meus seguidores de facebook, pedi que me sugerissem bons fotógafos de bebés mas daquele tipo de fotos à lá Anne Geddes, não queria fotos normais, para isso tirava eu. Bolas! No que me fui meter. Choveram comentários e mensagens no face, isto tudo numa corrida contra o tempo porque toda a gente me dizia que teria de fazer a sessão no máximo até às duas semanas de vida do Baby porque depois já começam a passar mais tempo acordados e tal e ele já tinha 1 semana quando me lembrei da sessão. Mais: estas sessões são marcadas com semanas, meses de antecedência. Raios! Centenas de comentários e mensagens. Ai a minha vida! Li todos os comentários, todas as mensagens, fui ver todos os trabalhos que me recomendaram e não vou mentir-vos, houve muitos que me ofereciam a sessão em troca de publicidade nas minhas redes sociais e de poderem partilhar as fotos do meu Baby S à vontade mas isso não me interessava minimamente. Eu não queria divulgar as fotos, era um momento demasiado pessoal e também não me apetecia que alguém se aproveitasse da imagem do meu Baby para promover o seu trabalho. Não era essa, de todo a minha intenção. Houve alguns que até foram bastante persistentes, outros houve que me apresentaram preços que me pareceram excessivos mas houve um nome que foi sugerido por algumas pessoas e que me ficou na cabeça, não me perguntem porquê. É daquelas coisas que não se explicam: Magali Tarouca. "Que raio de nome artístico! Parece um desenho animado misturado com taralhouca!" (Sorry Magali, afinal é mesmo o teu nome e apelido, lol!!)

A Magali, percebendo que tinha sido tagada por alguns amigos e clientes, enviou-me uma mensagem muito simples e simpática em que dizia que seguia o meu trabalho, que adorava fotografar o Salvador e que tinha vaga para a 3ª feira seguinte, precisamente o dia em que ele completava 2 semanas de vida, já no limite da coisa. Pedi-lhe os preços das sessões, enviou-me um mail e sugeriu-me que fosse cuscar o blog e a página de facebook para ver se gostava de algumas fotos ou do tipo de trbalho que fazia. Achei os preços muito acessíveis e quando abro a página dela fico louca com estas duas fotos:



Achei perfeito! Fofíssimo e de um extremo bom gosto e delicadeza, era mesmo isto que eu queria. Trocámos contactos, falámos ao telefone e adorei o tom de voz (ligo muito a isso, defeito de profissão), a conversa foi maravilhosa e a Magali soube separar as águas lindamente, já vos explico porquê. Super profissional sempre durante toda a conversa. Lá escolhi o pack que me dava mais jeito porque já tinha gasto um dinheirão com a cesariana e todas as despesas médicas do nascimento do Baby S e também não queria gastar muito na sessão, a verdade é essa. Apesar de trabalhar na rádio número 1 do País, trago para casa todos os meses um ordenado com 3 dígitos e não 4... enfim! (Há coisas muito piores, eu sei mas cada um lida com as suas cenas) Não vamos falar sobre isso mas sim, paguei a sessão e fiz questão de que assim fosse.

Combinámos tudo e só no próprio dia, quando nos conhecemos pessoalmente e chegámos ao estúdio é que ela me confessou ser minha ouvinte e seguidora, também fã dos Thirty Seconds to Mars (a minha banda de eleição) e, como se não bastasse, é prima da minha assessora. What?? Só podia ser o Universo a conspirar, estavam reunidas as condições para uma tarde mágica. Ela tinha-me pedido para eu levar alguns acessórios que quisesse utilizar e deu-me a escolher também alguns feitos pela Mãe do namorado, uma senhora queridíssima e muito talentosa, podem espreitar o trabalho dela aqui: Eu Fiz Com Carinho. Achei tudo tão fofo, principalmente o facto de não ter tentado convencer-me antes com nenhum destes argumentos que seriam perfeitamente válidos. A Magali confiou no Universo e o Universo levou-me até ela. Foram cerca de 5 horas de sessão (com direito a duas grandes xixizadas em cima de mim que tive de mudar de roupa duas vezes) que resultaram nesta fofura que mostro em exclusivo aqui no bloguinho para vocês, 1 dia depois de o Bebecas completar 16 meses:



Esta é a minha preferida. AMO!!!
















A foto da praxe da Família Pucaria não podia faltar.

Foi uma tarde muito cansativa, tínhamos de esperar que ele adormecesse, que mamasse, que desse os seus puns à vontade, os dois xixis em cima da Mummy... foi precisa muita paciência e muito mimo. Correu lindamente, as fotos ficaram exactamente como nós queríamos e agradecemos do fundo do coração toda a entrega da Magali e da sogra (de quem não me lembro do nome, sorry!!!)

Vejam as páginas de ambas que vale bem a pena:

Espero ter ajudado quem está a pensar fazer uma sessão destas. É uma recordação maravilhosa e já agora passem também pela página da Filipa:

Beijinhos Arrojados*







sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

CORRENTE DE PÉROLAS NA REVISTA MÁXIMA


Estávamos no final de 2014 quando a Sofia Lucas, Directora da Revista Máxima, nos convidou para uma produção fotográfica e entrevista a propósito do nosso livro Pérolas Mini-Arrojadas. A ideia era apresentar o livro aos leitores da revista e criar uma corrente de Pérolas Alheias (dos leitores e seguidores) até ao dia da Mãe. Foi super divertido! Foi a primeira sessão a sério que fizemos as duas e adorámos o resultado que saiu para as bancas na edição de Fevereiro de 2015.
Obrigada à Mafalda Sequeira Braga que nos entrevistou. Vamos recordar?




"A animadora da Rádio Comercial deu os primeiros passos na área aos 16 anos e, quatro anos depois, venceu o Concurso de Novos Talentos da Rádio Comercial, onde se mantém desde então. Tem 36 anos, é casada e tem uma filha de oito, Leonor: a estrela e inspiração do livro Pérolas Mini-Arrojadas.

O que a motivou a escrever este livro?
- Começou por ser uma partilha, como tantas outras, no facebook e acabei por juntar muito material. A ideia inicial era escrever um diário para mais tarde recordar, assim como tenho o diário da minha gravidez. Sempre adorei escrever e achei que era giro guardar esta fase da vida da minha filha, achei que um dia mais tarde ela iria gostar de ler aquilo que dizia, até porque nós ríamos tanto com as tiradas dela que era impossível não apontar tudo. Tornou-se um hobby, uma necessidade de apontar tudo o que saía da Nô e o feedback de quem me segue foi tão giro e incentivador que passei tudo para um blogue e, posteriormente, para o livro.

Este deve ser um desejo comum à maior parte dos Pais. O facto de estar ligada à comunicação ajudou a que o seu se concretizasse?
- Não pensei muito nisso na altura mas agora acho que sim. Não é à toa que sou comunicadora, não é à toa que desde sempre estive envolvida em projectos de Comunicação, não é à toa que esta é a minha profissão, a minha vida. O que gosto de fazer é comunicar, escrever é uma terapia, sempre foi, e o maior feedback que tinha das pessoas era precisamente esse. Que tinham pena de não ter apontado o que os filhos diziam quando eram pequeninos, que nunca pensaram nisso e hoje adorariam ter essa recordação. Foi esse o impulso que precisei para editar o livro porque, na realidade, eu ia escrever o livro só para a família e amigos mais chegados. Não era minha intenção, nem nunca foi um sonho escrever um livro. Tenho consciência das minhas capacidades e limitações, não sou escritora nem pretendo ser. Sou apenas uma Mãe deliciada com o crescimento da sua filha que percebeu que todas as crianças dizem coisas engraçadas, que todas as crianças vêem o Mundo de uma forma muito própria e que muitos Pais se identificavam com o que a Nô dizia.

Qual tem sido até agora a reacção do público a este projecto?
- Sempre foi muito interessante e inesperado. Não pensei que os pais se identificassem tanto, sou Mãe de primeira viagem, como se costuma dizer. Nunca tinha acompanhado tão de perto o crescimento e desenvolvimento de uma criança, não sabia como era. Uma coisa são os filhos dos amigos com quem estamos de vez em quando, outra coisa é ter uma criança em casa 24 sobre 24 horas e acompanhar todos os momentos, ser nossa. Quem é Mãe e Pai sabe disso mas só nos apercebemos mesmo quando somos Pais. E foi muito engraçado porque as reacções sempre foram muito positivas e encorajadoras. Sempre que eu partilhava uma Pérola da Nô, os meus seguidores riam e partilhavam também as Pérolas dos seus filhos. Ainda hoje é uma constante troca de galhardetes. É por isso que nas últimas páginas do livro existe um capítulo a que chamei "Pérolas Alheias". São algumas das Pérolas que recebi de seguidores da minha página de facebook e do blogue.

A Leonor já tem oito anos. Ela já leu o livro?
- Claro! Ela acompanhou de perto todo o processo, o livro foi lançado na altura em que ela começou a ler. A minha filha é muito saudosista. Ler o seu livro é das coisas que mais gosta. Ri-se e emociona-se. Diz-me muitas vezes: "Ai Mãe, que saudades de ter três anos e dizer estas coisas malucas..." Parece que já foi há tanto tempo mas só passaram cinco aninhos! Já combinámos que daqui a uns tempos, quando eu achar que está na altura, passo-lhe o testemunho e fica ela a gerir o seu próprio blogue e a partilhar as suas Pérolas, que agora são mais pensamentos e formas de entender o Mundo que a rodeia. Anda louca com essa ideia.

O que é "o" melhor da sua relação com a Leonor?
- É mesmo a minha relação com a Leonor. Não gosto muito de clichés e tento fugir deles mas a nossa relação é única. Não dá para explicar, é tão nossa... Gosto de sentir que, além de Mãe, sou também a melhor amiga (se é que isso é possível), a confidente, a protectora, a palhaça de serviço, um misto de tudo. E ela tem essa noção, a Nô é inacreditavelmente agradecida. Às vezes acho que ela não é deste Mundo.

É radialista mas movimenta-se noutras áreas. O que gostava de fazer mais?
- A minha vida é a rádio e a música, sempre foi, mas gosto de experimentar tudo o que tenha a ver com Comunicação, não tenho limites nem travões. Gosto de pensar que no mundo da Comunicação sou uma mota desgovernada! Adoro pôr música, apresentar espectáculos, ser júri em concursos de música, ser voz de spots publicitários, escrever, entrevistar artistas... Recentemente comecei a fazer televisão: apresento um programa num canal de cabo e estou a adorar mas a rádio continua a ser a número 1 na minha vida. Curiosamente, a minha Rádio Comercial continua a ser também a número 1 dos portugueses. Posso viver sem todas as outras vertentes da minha profissão mas sem rádio e música seria muito, mas muito infeliz.

Qual é, para si, a melhor forma de estimular a criatividade das crianças?
- Deixá-las respirar e viver. Orientá-las e não as criticar, não as abafar. Acompanhar o seu crescimento, amá-las loucamente mas impor-lhes os limites necessários. Não sou fã de muitas regras, acho que há um mínimo necessário, mas isso depende de cada Pai, de cada Mãe. Não somos perfeitos, vamos aprendendo com os nossos erros mas também com as nossas vitórias. Espero sinceramente estar a criar uma mulher educada, bem formada, divertida, inteligente, confiante e que, acima de tudo, se ame a si própria. É essa a educação que tento dar-lhe. Das coisas que a Nô diz, a que mais me emocionou foi: " Mãe, quando fores velhota não te vou pôr num lar, vou tomar conta de ti." Isto diz tudo, não diz?





Para quem não tem e nunca viu o livro (recentemente fiquei a saber que muitos desconheciam o livro e nem nunca tinham ouvido falar de mim) aqui ficam algumas fotos do "miolo":





O livro está dividido por capítulos que contêm as Pérolas da Nô e que correspondem à sua idade: o capítulo dos 3 anos, o dos 4 anos, o dos 5 anos e o dos 6 anos.


Também tem um capítulo dedicado às Pérolas de outras crianças que nos foram chegando via mail, facebook e blogue e alguns dos filhos dos nossos amigos, as chamadas "Pérolas Alheias".

E no fim, um último capítulo dedicado a todos os Pais e Mães que querem começar também a anotar as Pérolas dos seus filhotes. As páginas estão em branco para serem preenchidas por vocês e, mais tarde recordar: são "As Minhas Pérolas". Assim já ninguém se lamenta de que não apontou as saídas giras, engraçadas e comoventes dos seus filhotes, manos, primos... O que interessa é deixar uma recordação, memórias para a vida.


Um agradecimento muito especial à Sofia Lucas, Directora da Máxima, por este convite, à jornalista Mafalda Sequeira Braga e a toda a produção que contribuiu para este resultado final que muito nos orgulha. E é tão giro recordar! Sempre.


Espero que tenham gostado ;)

Beijinhos arrojados*














quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

FILHA DA MÃE
(Este título também podia ser Tal Mãe Tal Filha mas gostei mais do outro)

Cantar em frente ao espelho com um frasco de shampoo ou de desodorizante a fingir que era um microfone. Quem nunca?
Cantar a plenos pulmões sozinha no carro. Quem nunca?
Cantar no duche com o chuveiro a servir também de micro. Quem nunca?

Isto pega-se, não há dúvida, está no sangue, é hereditário. Apesar de raramente falar sobre isso eu AMO cantar e canto desde pequena. Se canto bem? Não sei, acho que lhe dou uns toques. O Gil costuma dizer que o conquistei definitivamente no dia em que cantei o Don't Speak dos No Doubt num bar de karaoke onde fomos no início do nosso namoro. Adoro cantar, é terapêutico. Christina Perry então dá uma pica do caraças! Pode ser que um dia vos mostre... hoje ainda não é o dia. Hoje é, sim, o dia de mostrar-vos um diamante em bruto que tenho cá em casa.

Por estes dias a minha filhota Nô tem estado doentinha com uma virose marada, ainda está de cama e muito fraca e decidi dedicar-lhe este post porque ela merece. É uma menina cheia de sonhos e vida, educada, meiga, responsável, óptima aluna e é por tudo isto que acabamos por fazer-lhe as vontades e deixá-la viver os seus sonhos. É das coisas que mais prazer me dá na vida: poder proporcionar-lhe momentos únicos e vê-la vibrar. Agora anda doida com a patinagem artística, gastei um balúrdio nos patins profissionais mas valeu bem a pena. Em Agosto ela não sabia sequer dar dois passos em cima dos patins, hoje, 5 meses depois, não só patina (e depressa!) como vai começar a prestar provas de nível 1 e 2 e vai começar a treinar o nível 3. Façam figas para que tudo corra bem!!!!

Ora, somos uma família musical, tanto eu como o Pai trabalhamos em Rádio, somos DJ's e a música sempre foi a nossa vida. Ela até podia nem ligar mas a verdade é que também ama música e, principalmente, cantar. Canta desde sempre, temos imensos vídeos dela bebé a cantar, com 3 anos já cantava e dançava que nem uma louca (Faz-me lembrar a Sophia Grace, aquela menina britânica que se tornou famosa por cantar a Nicky Minaj na Ellen Degeneres, sabem?). Já há alguns anos que ela me pede para participar em programas de TV mas nunca achei que fosse a altura certa, não queria que ela passasse por aquilo, que tivesse de ser julgada em frente ao País todo, achava totalmente desnecessário e continuo a achar. Tinha medo que ela não soubesse lidar com o "não" e também não achava que estivesse preparada. Sinceramente não acho muita piada aos programas de TV com crianças, nunca achei e não me apetecia nada que ela participasse. Disse-lhe que se queria tanto participar então teria de ter aulas de voz e canto numa escola a sério. Inscrevi-a num Conservatório mas aquilo não era a cena dela, ela é tal e qual como eu (raça da miúda que é mesmo filha da Mãe!): não gosta de fazer as coisas por obrigação, gosta de fazer porque sim e achou aquela formação demasiado clássica. Expliquei-lhe que é assim, a base do canto é essa mas não consegui convencê-la... desistiu e passou a treinar em casa. Quando eu digo treinar em casa é mesmo TREINAR EM CASA. Dia e noite, tenho a ligeira sensação de que até quando está a dormir ela canta. Às vezes até me sinto culpada e má Mãe porque tenho de pedir-lhe para se calar um bocadinho senão não dá, uma pessoa não consegue descansar a cabeça. O mano grita, ela canta e s cães ladram... haja paciência, né? Do alto dos seus 10 anos e meio sonha em ser patinadora profissional e cantora e nós, os Pais, estamos cá para apoiá-la sempre em tudo, queremos é que seja a miúda mais feliz do Mundo.

No fim-do-ano eu e o Gil fomos trabalhar ao Vila Baleira Resort em Porto Santo, fomos animar a noite do Reveillon como DJ's. Não queríamos deixar os miúdos, por isso, convidámos os meus Pais para irem também e ajudarem-nos com eles enquanto trabalhávamos. Nas duas noites anteriores houve espectáculos musicais para os hóspedes do resort. Na 1ª noite actuou o Tim dos Xutos e Pontapés e na 2ª noite actuaram 3 novos talentos da ilha mesmo, muito fixes. Nessa tarde, o Gil tinha estado a conversar com o Director do Hotel no lobby e a Nô, para variar, andava por ali a passear e a brincar com um amiguinho e sempre a cantar. O Bruno (Director do Vila Baleira) ouviu-a e foi-lhe perguntar se ela não gostava de subir ao palco nessa noite para cantar uma música. Pânico total!! Andou ali umas horas tipo "Mãe o que é que eu faço? Vou?" e eu "Claro Nô! Não é o que mais queres?""Mas aquela sala tá cheia de gente, não vou conseguir, tenho vergonha, vou ficar nervosa....e se não conseguir cantar?" Caramba!! Achei que era uma oportunidade maravilhosa para ela perder o receio do palco e para experimentar estar ali em cima com centenas de pessoas a olharem para ela. Se passasse esse desafio depois era sempre a andar, não acham?

Bem, chegou a hora e o novo drama era o que cantar. Ajudei-a e escolhemos o Rolling In The Deep da Adele, já a tinha ouvido cantar aquilo milhões de vezes e a sacana já acertava nas notas mais lá em cima. Arriscámos. Das duas uma: ou corria mal e as pessoas seriam simpáticas por pena de uma criança que estava ali, coitada, com a infeliz ilusão de que sabia cantar ou então a coisa corria bem e ela seria aplaudida de pé. Foi o que aconteceu. A reacção das pessoas foi incrível. Notava-se que no início estavam tipo "Olha mais uma criancinha a cantar, que giro, Deus queira que não desafine muito e que se despache para ouvirmos cantar a sério." mas a meio da música, como vão perceber, o público já tava rendido e eu deixava escapar lágrimas de emoção e orgulho pela coragem dela e por estar a cumprir um sonho que também é meu. Sempre quis subir a um palco e cantar. Estava a vê-la a ela e a imaginar-me a mim com aquela idade, os mesmos sonhos, as mesmas vontades, o mesmo amor pela música.
Quando desceu do palco perante uma ovação digna de uma estrela, toda ela tremia e chorou, chorámos as duas abraçadas uma à outra, de alegria, de emoção, de mais um sonho cumprido. Amo-te muito minha Papoila, minha Filha da Mãe.

Pensámos muito se devíamos partilhar o vídeo porque sabemos que a internet pode ser muito cruel mas ficámos tão orgulhosos da nossa filhota que decidimos partilhar com o Mundo.
Uma vez mais obrigada ao Vila Baleira Resort por nos ter proporcionado 4 dias incríveis em Porto Santo e obrigada também à PJump pelas imagens.


Nô Palco a cantar Adele

https://www.youtube.com/watch?v=VfbddZIwcUo




Beijinhos arrojados *

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

UM DIA O MEU FILHO TERÁ UM QUARTO
(O drama dos segundos filhos)



O drama, o horror, a falta de ideias. Parece uma foto retirada de um daqueles vídeos do programa da Oprah Winfrey dedicado aos Acumuladores de Tralha. Adorava ver esses programas mas agora que tenho um quarto assim, fico ligeiramente preocupada.

Este sempre foi o nosso "Quarto dos Penduras", o quarto da bagunça, das visitas, da desarrumação, o que lhe quiserem chamar. Nós sempre chamámos de Quarto dos Penduras porque quando comprámos a nossa 1ª casa trouxemos umas placas para as portas (daquelas que se colam) de uma feira de artesanato, cada divisão tinha um nome e escolhemos essa plaquinha para o 2º quarto. Achámos o máximo, a coisa pegou e todos os nossos amigos e família conhecem este quarto como Penduras. Começou por ser só um escritório, depois comprámos um sofá-cama e transformou-se em Quarto dos Penduras, ainda na 1ª casa passou a ser o Quarto da Nô e quando mudámos de casa, como temos mais uma divisão voltou a ser o Quarto dos Penduras e, até há uns dias, estava neste estado. Já não está assim como na foto mas ainda está bem longe de ser um quarto de bebé, de criança, de menino., um quarto com pés e cabeça.

Se têm acompanhado as minhas redes sociais perceberam que tenho estado enfiada em casa com as minhas mini-Pérolas doentinhas. Primeiro foi o Pipoco que desatou a vomitar na 2ª feira como se não houvesse amanhã, isto já no rescaldo de uma bela constipação, e ontem (3ª feira) foi a vez da Nô. Escusado será dizer que não pregámos olho... só na madrugada passada a Nô vomitou umas 15 vezes praí de 20 em 20 minutos. Prometi-lhe que não ia dormir, que ficaria acordada ao lado dela até parar de vomitar "Mãe não me deixes! Promete que ficas ao meu lado e não dormes, tá bem? Não gosto nada de vomitar..." E quem gosta filha? Ninguém. O maior problema é que esta miúda para tomar medicamentos é uma desgraça que só visto. Comecei por dar-lhe soro rehidratante mas ainda vomitava mais. Desisti. Passei para a água e o chá preto com açúcar. Enfim.

Isto para dizer que, como tenho estado enfiada em casa com eles, deu-me uma veneta para começar a organizar o quarto do Bebecas. Não aconteceu com vocês, Mummys que têm mais de 1 filho? No 1º filho, mal acabamos de fazer o teste de gravidez já andamos penduradas em escadotes a pintar paredes, comprar móveis e artigos de decoração. Ainda não chegámos a meio da gravidez e o quarto do Baby já está prontinho a estrear, lol! Com a Nô foi assim mas com o Salvador... tadinho! Ainda nem sei o que fazer daquele quarto. Para começar acho que tudo o que lá está é importante e imprescindível na minha vida (#soquenao). Agora que tenho estado a vasculhar tudo percebo que há coisas das quais já nem me lembrava porque não lhes mexia há meses, anos... ou seja, não interessam mesmo e, como diz uma grande amiga minha, "coisas são coisas and you have to let them go". Temos de dar coisas "velhas" e arranjar espaço para coisas novas e isso é tão verdade. É tão libertador desfazermo-nos de coisas que já não servem! E outra coisa, encontrei cenas das quais andava há procura há que séculos e afinal andavam ali enfiadas no meio de papeladas e todo o tipo de tralha. Até o papel com os códigos do cartão do Cidadão encontrei! Amén Papaizinho do Céu!!

Tirei tudo cá para fora (menos os móveis, óbvio) aspirei, limpei, lavei e agora estou a escarafunchar em tudo o que é saco e caixa. Credo! Como é que acumulamos tanta porcaria ao longo dos anos??? Já fiz 3 mudanças de casa e pergunto-me sempre a mesma coisa. É incrível! No meu caso são 16 anos de tralha acumulada, desde que comprei a minha 1ª casa. Há tanto lixo, tanta coisa que já não uso ou que pouco usei, brinquedos que já não fazem falta que tou a pensar em fazer uma venda de garagem mas no facebook. O que acham da ideia? Só o que está em bom estado claro. 

Voltando ao quarto do Baby S, o que custa é começar mas realmente sinto-me tão culpada, tão má Mãe! Tadinho do meu Coisinho que ainda não tem quarto. Sinto-me a pior Mãe do Mundo! Ainda para mais porque ele adora estar no quarto da mana, fica fascinado com as cores, com os brinquedos, com as luzinhas, com tudo. Aproveita sempre que pode para fugir para lá. Imagino quando tiver o dele, tenho de filmar a reacção mesmo à lá Querido Mudei a Casa. Prometo que filmamos a reforma do quarto dos Penduras que se transformará em Quarto do Pipoco. Faremos vídeo no Canal Mundo das Arrojinhas e tudo. Só que tou sem ideias mesmo... as cores pastel cansam-me, gosto de quartos coloridos e divertidos mas não consigo decidir a cor das paredes, se reciclo móveis antigos da Nô ou se compro novos, que decoração uso, cortinados, essas coisas todas. Tenho consultado o Pinterest mas ainda fico mais baralhada porque há tantas opções! Ah! E tudo isto com orçamento super reduzido. Se tiverem sugestões e ideias agradeço a partilha.

Um dia o meu filho terá um quarto. Só que não será hoje. Nem amanhã. Nem para a semana. Nem para o mês que vem. Para já, continua a dormir no meu quarto... e isto dava outro post. Um dia.


Beijinhos arrojados*

sábado, 21 de janeiro de 2017

ANIVERSÁRIO ALTERNATIVO

Quando as nossas filhas, anteriormente gentis crianças meigas, dóceis e facilmente domáveis, eram mais pequenas não havia nada mais fácil do que organizar uma festa de aniversário, certo? Bastavam os amiguinhos todos (80% meninas e 20% meninos), um bolo do mais fofo e piroso que existisse, confetis, balões, purpurinas e velas daquelas mágicas que, por mais que a malta cuspa, voltam a acender num ápice. (Aproveito para informar que raramente como bolo de aniversário porque comecei a perceber que é só nojento. O aniversariante sopra as velas com toda a força, cospe pra cima delas vá, enquanto todos aplaudem o feito sem pensarem que vão comer aquilo depois. Como se não bastasse, quando as sacanas das velas são as tais mágicas também os convidados se prontificam a ajudar e o bolo acaba por ficar debaixo de um monte de perdigotos alheios. Não, obrigada.)
À medida que as meninas vão crescendo e começam a entrar na fase a que eu chamo de Pré-Aborrecência (em que acham que mandam, que sabem tudo e que as festas cheias de mariquices e chapelinhos nos bolos miniatura e sandes já eram) temos de tentar entrar naqueles cérebros de crianças armadas em mini-adultas e perceber o que é que as surpreende e as faz felizes. Não é fácil. Ora acontece que hoje não só as miúdas tiveram uma tarde brutal como também nós Mães ficámos a salivar (Saliva = bolo cuspido. A sério, deixem-se disso.) por um programinha assim.
Sou tia-avó desde os meus 24 anos (Long story, um dia conto) e umas das minhas sobrinhas-netas, a Maria Carolina, fez 13 anos (idade crítica em que tudo é aborrecido, uma seca e nada tem a graça suficiente para lhes arrancar um sorriso de satisfação. Lá está, é a Pré-Aborrecência) e a Mãe dela, a minha sobrinha Inês que é uma génia, teve uma ideia brutal: Porque não proporcionar-lhes uma tarde de gente crescida para gente menos crescida? Porque não tentar encontrar um programinha de gajas para as nossas mini-gajas? Porque não enfiá-las num SPA? E foi isso que ela fez. Pesquisou, pesquisou e pesquisou ainda mais até descobrir que o Holmes Place de Alvalade ("Olhá" publicidade à borla!!), que fica mesmo no Estádio do Sporting, faz este tipo de festas de aniversário que inclui no final uma mesa com bolo de aniversário e todas aquelas porcarias que adoramos mas não devíamos comer: batatas fritas, gomas, pipocas, bolachinhas de chocolate, eu sei lá mais o quê! Engordei 3 kgs só de olhar para aquilo. A Inês nem pensou duas vezes e reservou 3 horas para as miúdas curtirem à grande. Então o programa incluía uma aula de zumba (pelo menos foi o que me pareceu), uma aula naqueles cortinados pendurados que há no circo, sabem quais são? Circuito de ginástica, natação livre e jacuzzi. Um misto de actividade física, diversão e relaxamento. Pelo que percebi também há a opção de massagens e esse tipo de cenas assim mesmo mais SPA, tenho de informar-me melhor.
Foi uma festa de aniversário brutal! As miúdas adoraram, dançaram, curtiram, mexeram-se, cansaram-se e relaxaram também. No final estavam esfomeadas, óbvio, mas compensou.

Se estão fartas das mesmas festas de aniversário e procuram algo assim mais especial e diferente aqui fica a dica. Nós Mães adorámos tanto quanto elas e já combinámos uma tarde assim para nós. Sem filhas nem maridos e, de preferência, com um PT jeitoso. (Kidding!! Just kidding!)

Deixo-vos algumas fotos para curtirem:


A aula de zumba

Os "cortinados" do circo (sorry, não sei o nome disto)


O circuito de ginástica que mais parecia uma recruta (só faltou o arame farpado)



A bela da piscina que devia estar tão quentinha....



As Mummys paparazzi na sauna

O jacuzzi (oh maravilha mais maravilhosa!!!)

Ah! Não é só para meninas, ao mesmo tempo estava a decorrer uma festa de meninos.

Depois não digam que não sou vossa amiga, espero que tenham curtido a sugestão.


Beijinho arrojado*




 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

AFINAL ISTO ESTICA!

CORAÇÃO - O coração humano é o órgão responsável pelo percurso do sangue bombeado através de todo o organismo, que é feito em aproximadamente 45 segundos em repouso. Bate cerca de 109.440 a 110.880 vezes por dia, bombeando aproximadamente 5 litros de sangue.
Neste tempo o órgão bombeia sangue suficiente a uma pressão razoável, para percorrer todo o corpo nos sentidos de ida e volta, transportando assim, oxigênio e nutrientes necessários às células que sustentam as atividades orgânicas." (In Wikipédia)

Esta é a designação médica, oficial, científica, whatever. Acrescento que não convém que o coração estique literalmente ou aumente de tamanho pois corremos o risco de ele rebentar e pufff! Já fomos.

CORAÇÃO DE MÃE - É o mesmo órgão mas com uma particularidade incrível: estica, estica e estica sem parar. Lá dentro cabem 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e, no caso da minha sogra, até 9 filhos de uma vez só!!! O mais espectacular é que ele não pára, podem ser 10, 20 ou 30! Todos os filhos cabem num coração de Mãe, pelo menos, é o que sempre ouvi dizer e também do que sempre desconfiei. Não podia ser, como é que se consegue amar tanto filho? Como é que gosta de todos de forma igual? É mas é uma granda' confusão. Só que não.
Quando fui Mãe da Nô (há 10 anos) o sentimento foi tão avassalador, o meu amor por ela foi tão grande e desmedido que achei que não era possível amar mais nenhum filho como a amava a ela. Quanto mais o tempo passava mais eu me rendia e me apaixonava loucamente por aquele projecto de gente que nem 1 metro de altura tinha. Sentia-me completamente esmigalhada em todos os sentidos. Eu que pensava que já tinha vivenciado todos os tipos de amor e paixão estava agora a lidar com um sentimento maior do que todo o Mundo, maior do que todo o Universo, maior do que todas as Galáxias juntas. Eu que sempre quis ter 3 filhos chegava agora à triste conclusão de que afinal ia ficar só por ali. Mas que raio! Como é que eu me ia dividir em duas, em três Mães? Como é que daria atenção a todos? Como é que daria amor e carinho a todos por igual? Alguém fazia o favor de me explicar??? É que isto não entrava na minha cabeça. Ok, a maternidade afinal era tudo o que me tinham contado e mais ainda mas e agora? E depois do 1º filho? Como é que eu multiplicava este amor desmedido por mais filhos? Sempre vivi com esta angústia, confesso e por isso adiámos o plano de dar um mano ou mana à Nô. "Será que ela vai ter ciúmes?", "Será que vai sentir-se em 2º plano?", "Como será que vai lidar com o facto de ter de partilhar os Pais com outra criança?", "Como é que eu vou lidar com isso tudo?". Medo. Senti medo. Um medo estúpido e que não tinha razão de ser, afinal era a Nô quem mais queria um mano. 
Desde muito pequenina, muito pequenina mesmo com 3 ou 4 anos, que a Nô pedia um mano, na verdade uma mana. "Tou farta de estar sozinha!" era a queixa mais comum. Não porque não brincássemos com ela mas porque, segundo ela, "Brincar com vocês é bom mas eu preciso de uma criança. Assim não tem tanta graça." Lol! Eu não sabia se havia de rir ou de ficar emocionada com este desabafo. É que era de partir o coração. Ela queria mesmo uma mana, não era só conversa da boca para fora, como podem comprovar pelas Pérolas mais antigas aqui no bloguinho ou no nosso livro. Ela queria loucamente uma mana chamada Béria (not!).
A nossa vida não é fácil, amamos aquilo que fazemos desde sempre, eu e o Gil, mas não temos horários fixos, fazemos muitas viagens e acabamos por sentir que não passamos tempo suficiente com os nossos filhos. Essa também foi uma razão para termos adiado uns anos a decisão de sermos Pais novamente. Queríamos dar o máximo de atenção possível à Nô. Só eu sei o que me custava vê-la agarrada às minhas pernas, aos fins-de-semana quando era DJ Residente no Hard Rock Cafe Lisboa, a gritar "Não vás Mãe, por favor! Não me deixes aqui! Leva-me contigo!", isto tudo lavada em lágrimas em casa dos meus Pais (sempre foi muito dramática a sacana) mas ela era muito pequena e não podia ir connosco. Hoje em dia já nos acompanha para todo o lado e é muito fixe. Não sei quem é que adora mais tê-la por perto, se ela, se nós.
Ora, isto para explicar porque é que só começámos a pensar noutro filho quando ela estava prestes a fazer 6 anos, achámos que era uma boa diferença e não tínhamos muitas despesas ao mesmo tempo. Demorámos algum tempo mas lá conseguimos engravidar, aliás, quando lancei o livro das Pérolas Mini-Arrojadas em Abril de 2013 já estava grávida e não sabia... mas não correu bem, infelizmente. Acredito que não era para ser, não era o momento certo (por diversas razões) e este nosso filho Salvador estava reservado para mais tarde. O nosso Baby S!
Fevereiro de 2015 descubro que estou grávida!! Queria tanto, demorámos tanto para conseguir e sofremos tanto que nem queria acreditar!! Só que logo de imediato as dúvidas instalaram-se na minha cabeça: "E agora? Como é que eu vou ser capaz de amar esta criança da maneira louca como amo a Nô? Toda a gente diz que consegue mas eu não vou conseguir porque ela é tão especial, tão única, tão luminosa, tão perfeita! Vou ser uma péssima Mãe, vou fazer distinção entre os dois e este novo bebé vai perceber, vai ser uma criança carente e blá, blá, blá!" Pior: era um rapaz e eu nunca me vi Mãe de um rapaz, não me perguntem porquê. Sempre achei que ia ter só meninas, não achava graça nenhuma à roupa dos rapazes, achava-os muita doidos em relação às meninas, achava que não ia ter paciência nem ia saber lidar com um, afinal, já estava habituada a uma miúda. Tretas. Tudo tretas, fantasmas nas nossas cabeças medrosas, na minha cabeça parva cheia de minhocas. 
O Salvador nasceu no dia 29 de Setembro de 2015 e assim que o vi o amor foi imediato, não havia volta a dar: tava fisgada outra vez! E afinal o sentimento é exactamente o mesmo, o amor é o mesmo, a dedicação, o carinho, a saudade quando estamos longe, tudo, é tudo igual. Afinal cabem os dois neste meu coração de Mãe e sim, é verdade tudo o que nos dizem: onde cabe 1 cabem 2 ou 3. Mesmo. É tão bom chegar a esta conclusão, é um alívio tão grande, é acabar com um medo que não tinha razão de ser. A minha razão de ser são sim os meus filhos de igual maneira. Tão diferentes mas tão meus, tão diferentes mas tão amados na mesma proporção desmedida que transborda a cada dia que passa. E sim, ainda cabia mais 1 mas acho que já não vou lá. Não podermos ter mais um filho porque a nossa estrutura financeira não nos permite é lixado, é ingrato e injusto mas não me importo assim tanto, já tenho o meu Euromilhões: dois filhos lindos e saudáveis que eu espero que sejam sempre boas pessoas, íntegros, respeitados e com respeito pelos outros. Da nossa parte, Mãe e Pai, podem sempre contar com um coração extensível com tamanho igual ao nosso amor por eles. 
Tenho dois filhos e amo os dois da mesma maneira. Sempre achei que não ia ser capaz mas a vida tem o dom de nos surpreender, de nos desarmar e de provar que estávamos errados.
Afinal isto estica e é tão bom!

Arrojinha*

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

A MAGIA DA WELL'S

Este fim-de-semana marcámos presença num evento da Well's que teve lugar no Continente do Centro Comercial Colombo.
Lá fomos os três: eu, a Nô e o Baby S porque o Pai foi ver o Benfica. (Buuuuuuu!!! Eu e a Nô somos sportinguistas e o Pipoco também há-de ser)  Queríamos muito ter gravado um Vlog para o canal Mundo das Arrojinhas mas não deu mesmo porque só as duas para tomar de um bebé que não pára quieto não chega. Para uma tirar fotos e filmar a outra tem de estar sempre com ele, a agarrá-lo e a evitar que fuja. Felizmente apaixonou-se pelo urso da Nestlé (uma daquelas mascotes com uma pessoa lá dentro) e só queria estar agarrado a ele. Ora o que é que sucede? Sucede que este evento serviu para que o Bebecas assistisse pela primeira vez a um espectáculo de magia e, apesar do receio inicial, depois até gostou e fartou-se de bater palminhas todo contente. O evento tinha ainda pinturas faciais e balões para todos os meninos e meninas lá presentes. 





O evento da Well's aconteceu para apresentar ao público a maior campanha do ano dedicada ao Bebé e à Mamã. De 10 de Janeiro e até 5 de Fevereiro decorre a mais desejada campanha de 2017 (e Deus sabe como gostamos e precisamos de promoções, não é Mummys? Que isto de ter filhos é uma despesa do camandro). Esta campanha é dedicada ao universo da Mamã e do Bebé e oferece descontos exclusivos até 30% de desconto em cartão Continente nas melhores marcas, tais como Mustela, Chicco, Mitosyl, Bioderma, Uriage, Barral, Klorane e Halibut, assim como em tratamentos próprios para as recém-Mamãs nos Centros de Estética Well's que eu nem sabia que existiam. (não ligo muito a estas coisas, vou começando a ligar um pouco mais agora por causa do bloguinho). Agora dá-me um jeitão incrível porque faço as minhas compras de casa todas no Continente e compro imensas coisas para o Baby S na Well's. 

Eis o press release que recebi e que explica tudinho, passo a citar:

"No âmbito desta campanha, a Well’s celebrou uma parceria com a revista Pais & Filhos, especialista nos cuidados para bebés e mães, que participam no folheto Well’s através de dicas e sugestões úteis para o dia-a-dia. Os temas abordados vão desde o banho, cuidados da alimentação, hidratação da pele do bebé até aos cuidados para as mamãs.

A Well’s preocupa-se com as mães e os bebés portugueses desde o início do processo da gravidez, ao nascimento e pós parto. No âmbito da campanha, a Well’s dispõe ainda de vários produtos de marca própria vendidos em exclusivo nas suas lojas e com preços bastante acessíveis. Desde champô, gel de banho, creme hidratante e creme de rosto próprios para a pele de bebé, a toalhitas sem químicos ou perfumes, pomada muda fraldas, creme gordo, soro infantil e soutien para as mamãs. Todos os artigos são testados por laboratórios independentes, assegurando a qualidade e reforçando a confiança dos seus Clientes.

Também os Centros de Estética Well’s oferecem uma promoção especial no Plano de Tratamentos Pós- Parto, que ajuda as recém-mamãs a recuperar a forma depois da gravidez. Em pacotes de 10 sessões, estes tratamentos integram pressoterapia, crioterapia, massagens manuais e ginástica passiva a partir de 19,50€ por sessão, incluindo ainda uma consulta de nutrição gratuita.

Em qualquer loja Well’s, de norte a sul do país, as mamãs poderão fazer ainda uma “Lista de Nascimento” para que os seus familiares e amigos saibam que produtos adquirir para oferecer ao bebé. Ao aderir a esta iniciativa é possível ganhar um Cartão Presente Well’s até 20% do valor total da lista.
A Campanha do Bebé decorre também na loja online, em wells.pt, permitindo beneficiar de 10% de desconto em Cartão Continente sobre todas as promoções desta campanha."

A Família Pucaria
(Photo by João Bettencourt Bacelar)

Trouxemos ainda um sacão, o chamado Goodie Bag, cheio de produtos para bebé.
Eu sei que têm curiosidade em saber o que vem lá  dentro, eu também teria, por isso aqui vai:


Obrigada à Well's, foi uma tarde bem divertida ;)


Arrojinha*